Amebas são de Marte. Mulheres são de Vênus



Às tristes e amargas feministas contemporâneas, direciono minha carta.

Por favor, me acudam! Não me farei de rogada.
Me digam se estou mesmo perdida, relegada à solidão.
Acuada, não pela perda, mas pelo não ganho da paixão.

Vocês. Ditas criadoras dos dissabores modernos.
Detentoras, da talvez equivocada independência.
Me digam. Perecei mesmo?
Por que amebas são de Marte e mulheres são de Vênus?

Também vocês, donas de si mesmas, traçam o caminho do impossível?
Procurando escapar das ventosas de algum sanguessuga temível
Daqueles andarilhos errantes ou amebas volantes
Que para vocês se autodenominam os grandes deuses amantes?

E vocês, que pagam seus pecados
Mas também a própria taça de champagne.
Que ninguém se engane! Não são ingênuas mentes pensantes
Mas continuam tão dependentes dos mesmos meliantes?

Também vocês, deixam de participar suas dores
Sucumbem a seus temores e dispensam verdadeiros amores
Perdidas em meio à mentira que vier, ao tratado que der
Para se esconder atrás de uma fachada qualquer

Me corrijam se estiver errada. Me apontem o que fazer
Pois já não passo da vontade de apenas me entreter
Como posso viver tendo de deixar de ser
Para que a alguém tenha que enaltecer?

Infelizes que sejam, mas seguras aos que eventualmente as vejam.
Mulheres de Vênus. Pergunto: em que mundo vivemos?
Amebas são de Marte… e que fiquem a parte
Mas como deles escapar para que do amor se faça arte?


Texto: Luciane Trevisan Leal

2 comentários:

Lilian disse...

Olá nova amiga Luciane,

Amei sua poesia. Que texto maravilhoso!
Amei linha por linha, minha querida amiga.
Sua sensibilidade é tão grande que torna sua poesia profunda.
Parabéns! Parabéns!

Fraterno e carinhoso abraço.
Lilian

Aline disse...

Amiga,

Belas palavras ai guardadas por tanto tempo ein. rsrsr
Animada com poesia? por que sera?
bjs e te amo
Aline

 

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